Uma pequena volta ao mundo de mochila em 120 dias

Tudo começou em 2014 quando fui comprar em uma loja um filme em Dvd chamado: “A Vida Secreta de Walter Mitty” com o ator Ben Stiller. Esse filme me inspirou muito a viajar, conhecer culturas e lugares novos, daí então logo após a Copa resolvi de uma vez me tornar também Walter Mitty (risos) e fazer uma trip que cruzaria o mundo.

Minha ideia era ir de Fortaleza no Ceará até o Extremo Oriente. Passei 4 meses viajando, conheci lugares que não estavam em meus planos do tipo Mianmar e Vietnã por exemplo, foi a maior experiência da minha vida, foi como trocar a roupa da alma, assim como cobra troca de pele para se renovar. Apreciei as pequenas vilas em Lisboa, Desbravei toda a Suíça e seus Alpes conhecendo a parte italiana, francesa, romanche e alemã do qual gostei muito! Bebi muita cerveja em Munique naqueles copos gigantes. Fui ao minúsculo país de Liechenstein, aproveitei a Austria e um pouquinho da França. Me deliciei com as Iguárias Italianas de Milão sem deixar de falar é claro da grande Catedral Duomo e da La Gallerie. Viajei no gigante avião da Singapore Airlines de dois andares (A380) da Europa até a Cingapura no qual me submeteria a 10 horas de viagem que passaram muito rápido pois o avião é super confortável e o atendimento de bordo é de primeira com direito a champagne, vinho e frutos do mar. Pela janela do avião foi possível ver o Mar Negro (que é negro mesmo) o Mar Cáspio e a Síria que me deixou um pouco tenso naquele momento hehe.

Alpes Suíços – Saint Moritz

Desembarquei no maior aeroporto do mundo que é o de Cingapura, fui ao Marina Bay e nos Jardins das árvores gingantes artificiais e ainda andei pelas ruas do Grande Prêmio de Cingapura de F1. Peguei mais um avião fazendo escala em Bangkok até Chiang Rai no extremo norte da Tailândia (onde Judas perdeu as botas). Conheci Chiang Rai e o famoso White Templo no qual é fascinante! De Chiang Rai fui mais ainda ao norte com ajuda de tuk tuks, caminhonetes e barcos, consegui passar pela fronteira e cheguei a Mianmar, que por sinal é incrível, me dá arrepios e nostalgia no bom sentido só de lembrar. Vi as faladas mulheres de pescoço longo, subi as montanhas e pude ver toda a região e a linha do horizonte ao longe. Logo fui ao Leste entrando novamente na Tailândia chegando até o Merkong River e atravessei o rio através daqueles ” micro barquinhos” que são mais rápidos que um foguete. Fiquei muito apreensivo ao atravessar o rio por causa dos crocodilos.

Fazenda de Cobras na Tailândia

No final da travessia cheguei a República Popular Lao (País de Laos) e tomei uma daquelas bebidas alcoólicas feitas da King Cobra. e andei de ônibus seguindo os imensos campos de arroz até o Vietnã.

Voltei a Chiang Rai e fui descendo a Tailândia de ônibus chegando até a famosa cidade turística de Chiang Mai, lá conheci outros backpackers de vários lugares (Reino Unido, Alemanha, Gales, Grécia, USA e etc.) no qual todos trocamos experiências. Depois de Chiang Mai, continuei descendo a Tailândia e parei para dormir em cidades que não eram muito turísticas, e foi um pouco complicado pois as pessoas dessas cidades só falavam Tailandês, então tive que comprar um dicionário tailandês – inglês e improvisar. Outra coisa engraçada também é que nessas cidades parecia que eu era a única pessoa que não tinha o olho esticado (risos), as pessoas ficavam me olhando e me senti até como se fosse uma pessoa famosa. Tive a oportunidade de conhecer a cidade de Khon Kaen um pouco ao nordeste, as famílias de lá costumam guardar em casa em uma caixa a temida King Cobra (Uma espécie de naja gigante), essa cobra parece que é possuída por uma força do mau. O som que ela faz assemelha-se com um uivo de um leão sem deixar de falar do seu potente veneno que mata todos anos centenas de tailandeses.

Seguindo viagem cheguei finalmente em Bangkok, que realmente faz jus a frase: “Bangkok vai te pegar!” usada no filme se beber não case”. É muito difícil descrever o que é Bangkok, só posso dizer que Bangkok nos surpreende a cada metro andado, o calor chega a ser insuportável, parece um forno a céu aberto.

Mianmar e uma de suas famosas “Pagodas”

Depois de aproveitar muito Bangkok, desci mais ao sul até a praia de Pattaya, onde tem se muitos turistas principalmente russos e noruegueses e aproveitei bastante o lugar.

Voltei a Bangkok, fui até o aeroporto suvarnabhumi (um show de aeroporto viu!) peguei um avião pela Air Asia que pensei que fosse cair porque o avião parecia um ferro velho além de enfrentarmos muita turbulência até Cingapura, logo peguei mais um avião em um voo de 10 horas até Europa fiquei mais uma semana em Zurique na Suíça e peguei mais um avião em um voo de 13 horas para o Brasil.

Cheguei a conclusão que viajar é realmente preciso, acaba transformando nossa mente, passamos a ver as coisas sob outra ótica, o simples acaba se tornando luxo, recomendo muito viajar por esses lugares, principalmente a Tailândia. O que faz a Tailândia especial não é só o lugar, mas sim as pessoas, só vai entender quem esteve lá.

 

 

 

 

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